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Nasce a ABTCP

In Manchete do dia, Nossas lutas
maio 23, 2026

A comunicação brasileira está vivendo um momento histórico. Em um mercado marcado por jornadas exaustivas, insegurança profissional, pejotização forçada e falta de representação real, nasceu no dia 12 de março de 2025 a ABTCP, Associação Brasileira dos Trabalhadores da Comunicação e Publicidade.

O que começou como um movimento de escuta, denúncia e união entre profissionais da área rapidamente se transformou em uma das vozes mais fortes da categoria nas redes, nos debates públicos e nas discussões sobre direitos trabalhistas no Brasil.

A criação da ABTCP surge em um momento em que milhares de trabalhadores da comunicação passaram a questionar um modelo de mercado que, durante anos, normalizou abusos em nome de “amor pela profissão”. Jornadas que ultrapassam horários, pressão psicológica constante, ausência de benefícios básicos e vínculos fragilizados se tornaram parte da rotina de profissionais da publicidade, audiovisual, design, social media, jornalismo, produção e marketing.

Diante desse cenário, a associação passou a ocupar um espaço que durante muito tempo esteve vazio: o de representar quem faz a comunicação acontecer todos os dias.

Mais do que uma entidade, a ABTCP nasceu como símbolo de identificação coletiva. Um lugar onde trabalhadores finalmente passaram a se enxergar, compartilhar experiências e entender que muitos dos problemas enfrentados individualmente eram, na verdade, consequência de uma estrutura precarizada.

Desde sua criação, o crescimento da associação chamou atenção pela velocidade e pelo alcance. Em poucos meses, a ABTCP conquistou espaço em debates nacionais sobre relações de trabalho, saúde mental, valorização profissional e regulamentação do setor da comunicação.

A força do movimento também está na forma como ele se comunica. Sem distanciamento institucional e falando diretamente com quem vive a realidade do mercado, a associação criou uma conexão real com milhares de profissionais que há anos se sentiam invisíveis dentro da própria indústria.

Enquanto parte do setor ainda tenta tratar precarização como “cultura do mercado”, a ABTCP vem propondo um novo caminho: o da dignidade, da valorização profissional e da construção de um ambiente mais humano para quem trabalha com comunicação no Brasil.

O crescimento da associação mostra que existe uma geração inteira cansada de romantizar excesso, exploração e instabilidade. E talvez seja exatamente por isso que a ABTCP tenha crescido tão rápido: porque ela nasceu de uma necessidade real.

No dia 12 de março de 2025 nasceu a ABTCP, Associação Brasileira dos Trabalhadores da Comunicação e Publicidade. Um movimento criado por profissionais que vivem na pele a realidade do mercado e entenderam que estava passando da hora da categoria começar a se organizar.

A verdade é que muita gente da comunicação aprendeu a normalizar o absurdo. Hora extra sem fim, pressão constante, pejotização, insegurança, cobrança fora do expediente e a sensação de que reclamar pode custar o emprego. Durante anos, isso foi tratado como “parte do mercado”.

Mas cada vez mais profissionais começaram a perceber que não dá mais para aceitar esse cenário como algo natural.

A ABTCP nasce justamente desse sentimento coletivo. Da necessidade de criar um espaço de diálogo, apoio, mobilização e construção para trabalhadores da publicidade, marketing, audiovisual, design, social media, produção, redação, atendimento e tantas outras áreas que movem a comunicação brasileira todos os dias.

Ainda em seus primeiros passos, a associação vem reunindo pessoas que acreditam que a comunicação precisa discutir não só campanhas e tendências, mas também condições de trabalho, saúde mental, valorização profissional e direitos básicos.

A proposta da ABTCP é abrir espaço para que os próprios trabalhadores possam participar dessa construção. Porque ninguém entende melhor os problemas do mercado do que quem vive isso diariamente.

A associação surge em um momento em que muita gente da área está cansada de enfrentar tudo sozinha. E talvez o primeiro passo para mudar alguma coisa seja justamente esse: perceber que existe uma categoria inteira passando pelas mesmas dificuldades.

A ABTCP ainda está começando. E talvez seja exatamente por isso que esse seja o momento mais importante para conhecer, acompanhar e fazer parte dessa construção desde o início.

Porque a comunicação brasileira não é feita apenas por grandes empresas, agências e marcas. Ela é feita, principalmente, pelas pessoas que trabalham todos os dias para colocar tudo de pé.

Presidente da ABTCP / Publicações: 10

Presidente ABTCP - Publicitário e Estrategista Político